O mundo Mac II – A missão

Posted November 6, 2010 by anaiaria
Categories: Computadores e quetais

Por que muitos tradutores estão migrando para o Mac?

Com a migração da Apple para o chips Intel, ficou mais fácil a integração de programas. E melhor, o Mac pode rodar o Windows!!! Assim que foram lançados, comprei um MacBookPro (ou era PowerBook? Nem lembro). Instalei o Windows, pois infelizmente nós, pobres tradutores, dependemos de programas “só” pra Windows. Instalei com o BootCamp, uma sacada genial da Apple (outra) que permitia instalar o SO e usar como se fosse um pc qualquer. Tinha o porém de ter que reiniciar para trabalhar com um outro sistema. E o Windows instalava fácil: em 25 minutos, tudo instalado. O BootCamp tomava conta dos drivers. Mas era uma instalação Windwos per se, com todos os vírus, worms e malware a que ele tem direito.

Aí surgiu o Parallels: instalar o Windows dentro do Mac como se fosse um programa. Basta carregar o Parallels e botar o Windows pra trabalhar. O melhor de 2 mundos. Atualmente, nem vejo a cara do Win, entro direto no modo Coherence e abro o programa que quiser. Nem sei configurar o Win 7. E não tenho antivírus. Tem um porém: o Win 7 é pesadão e precisa de muita RAM. Instalei 8 GB de RAM no iMac e está um azougue.

Depois eu falo das CATs pra Mac. O quê? Tem? Tem sim, senhora.

Webinars

Posted November 6, 2010 by anaiaria
Categories: Uncategorized

Webinar sobre Contratos

Primeiro, o que é um webinar? Para os neófitos, é uma junção dos termos web e seminar. Um seminário, curso, palestras ou sei lá o quê via internet. Participei de alguns, ensinei em outros. É uma forma econômica de aprender do conforto do seu lar, doce lar. Não tem desculpa de frio, calor, chuva ou neve, nem distância nem greve no metrô.

Pois bem, o Ricardo Souza, meu querido colega e amigo MacSouza, e eu resolvemos tocar este barco dos webinars e preparar um piloto. Se der certo, voltaremos em 2011 com carga total.

O piloto será sobre Contratos. Mas vocês vão traduzir contratos do inglês? Ah, eu trabalho com francês. Não, nada disso. É um webinar sobre contratos – o que é, quem são as partes, tipos de contratos.

A ideia vem de um curso que dei em SP e RJ em 2009 de Direito para Leigos. Afinal, de que adianta decorar o que está no dicionário sem saber o que é, não?

O webinar será na plataforma do GoToMeeting, que funciona em qualquer sistema, Windows ou Mac. Aconselhamos a usar um fone de ouvido.

Todas as informações estão aqui:

Webinar sobre contratos

Após se inscrever, você receberá as instruções para pagamentos. As vagas são limitadas.

O mundo Mac

Posted October 12, 2010 by anaiaria
Categories: Computadores e quetais

Tradutores têm como ferramenta de trabalho o computador. Por uma questão de mercado, a vasta maioria usa computadores rodando Windows. Mas há um número crescente de tradutores usando Apple Macs.

Os Macs foram uma revolução no mundo dos computadores, isto é inconteste. Lembro o frisson que seu lançamento causou, mesmo em nossa pátria amada, idolatrada, salve, salve. Para quem não começou a trabalhar na década de 80, havia um troço chamado Lei de Informática, cuja intenção era proteger o “similar nacional”. Essas besteiras nacionalistas e obscurantistas. Em 82, comecei a trabalhar com computadores. Era a Idade da Pedra Lascada da computação. Primeiro, os terminais burros da IBM que, pasmem, tinham correio eletrônico. Eram conectados a um mainframe gigantesco, que ficava no CPD, uma sala que mais parecia um iglu de tão gelada. Deus habitava este local – o analista e suporte de sistemas. Se o terminal piscasse, Deus tinha que ser invocado, parar tudo e esperar vir alguém para apertar uma tecla.

Do terminal, passei para os computadores de 8 bits. Um frigobar Scopus, tela de fósforo verde que doía nos olhos, rodando CP/M. Doía tanto nos olhos que em 1 ano de uso tive que trocar a receita dos óculos 2 vezes! CP/M dirão vocês? What the hell is that? Simples, o precursor do DOS, que não foi escrito pelo Bill Gates. Funcionava, linha de comando e tínhamos processador de texto. Wordstar! Um portento. Que delícia escrever, voltar, corrigir, imprimir em quantas vias necessárias na matricial que ressoava pelo andar todo. Só que não tinha acento. Tínhamos que redigir tudo, revisar e só depois inserir os acentos… Tarefa inglória, mas perto de escrever tudo em 3 vias na IBM de esfera, que maravilha.

Aí, em janeiro de 84, a Apple lança o Macintosh, o computador com interface gráfica e mouse!! Que coisa linda!!! Nada de ficar escrevendo e editando linhas de comandos. Viram o filme e entenderam o furdúncio todo? Mas como no Brasil tínhamos a Lei de Informática, aquilo era um sonho distante, só importado e, claro, custando uma fortuna. Só o pessoal “artístico” usava. Mas era o tema da conversa dos deuses do CPD. Como não havia youtube, twitter, nada disso, ouvimos falar do icônico comercial. Aí está ele para quem não conhecia. E lá ficamos batucando na linha de comando.

Esqueci do Mac, aprendi o DOS, veio o Word e Lotus 1-2-3. Fui usando até o dia em que fui trabalhar numa editora e me puseram diante de um Mac. Igual àquele que o Steve tirou da caixa, a “torradeira”. Imaginem vocês detepar naquela telinha de 10 polegadas P&B. Logo depois compraram um IIFx com monitor colorido. Que maravilha trabalhar com a interface gráfica. Na época, o Windows engatinhava, era ainda uma judas windows, nada de uma janela completa. E lá fiquei, de 1990 a 1999 no mundo Mac.

Mac só serve para artista gráfico, não serve para o público. Mac é caro, Mac não é compatível. Nunca dei bola pra isso. Durante anos, traduzi livros em um Performa, usando Word for Mac e a editora nunca desconfiou.

Aí mudei-me para a Inglaterra. Quelle horreur, tive que conviver com o Ruindows 98/ME. Depois de ter passado anos e anos na facilidade do ambiente Mac, ter que trabalhar naquilo. E o pior, a Inglaterra é plana e nem colinas por perto eu tinha.

Tudo mudou, os Macs hoje são caros, mas muito mais acessíveis do que há 10 anos. São compatíveis, os programas custam praticamente o mesmo, aliás sempre foi um mito em que muitos teimosos ainda acreditam, e muitos tradutores estão migrando para a plataforma.

Por quê? Aguardem o próximo capítulo.

Apertem os cintos! O Windows sumiu!!

Posted August 31, 2010 by anaiaria
Categories: Para começar

Semana passada, formatei o iMac. Fazia tempo que queria fazê-lo mas o tempo…. nada. Gosto de formatar o computador 1 vez por ano para me livrar do lixo que vai se acumulando. Não tem manutenção que dê conta de jogar fora cybertralhas. Embora haja programas super úteis para manutenção no Mac e, por que não dizer, grátis ou superbaratinhos, nada como uma boa formatada. Comprei o iMac em março de 2009 e estava mesmo na hora. Queria instalar também o Parallels 5 com o Windows 7, a dobradinha do MacBookPro.

A Val Ivonica me dera a dica de importar a instalação da máquina virtual (o arquivo pvm) para o Parallels evitando aquela rotina infinita de instalar Windows, 200 updates, ligar na Microsoft para pegar o código com n números para validação e tudo o mais. Já estava tudo instaladinho e funcionando: Office 2010, corretor ortográfico, Trados Studio, o Acrobat Standard com suas 15.000 atualizações. Quando instalei o Windows 7, foram 43 updates! É mole? Uma notinha antes de prosseguir. Acho uma tolice essa política da Microsoft de tantas instalações por programa. Combate a pirataria? Todo mundo sabe que não. Gosto do sistema da Apple. Não tem número de série, nunca teve, desde o meu primeiro Mac 15 anos atrás. O iWork é tão civilizado que também não tem.

Back to the cold mouton. Instalei o Parallels, importei o pvm que está no disco externo e terminei de instalar mais umas cositas – no iMac instalo muito mais do que no MBP por uma questão de espaço. No domingo, comecei um trabalho, parei pela metade e desliguei tudo.

Ontem de manhã, panic strikes in the lair of the Iarias. Cadê o Windows que estava aqui? Não, nem George nem Winston deram cabo dele. Sumiu, desapareceu, escafedeu-se, foi parar em outra dimensão. O que fazer? Tia Dédi no calcanhar – uma newsletter mensal que geralmente tem 1500 palavras. Murphy não falha: 2700 neste mês. Por sorte, eu baixara o Swordfish para testar, usei semana passada num texto pequeno e gostei. Importei o tmx e glossário do dropbox e mandei ver. Rapidinho. Depois vem outro post sobre o Swordfish.

Newsletter entregue fui resolver o caso do Windows disparu. Nada, nadinha, zilch. Desinstalei o Parallels e quando mandei importar, ele mostrou uma daquelas mensagens que ninguém lê e clica Cancel ou OK. Se você estiver importando de uma unidade de disco externo… Sim, eu estava. Caiu a ficha. Bling! Bling! O disco externo estava desligado. Não deixo ligado o tempo todo, por isso não consegui carregar o Windows e já já vocês vão ver por quê. Ficha devidamente no lugar e mico pra lá de pago, copiei o pvm para o disco rígido e importei de lá.

Qual não foi minha surpresa surpresísisma quando, ao carregar o Windows, estava tudo lá: o que instalei depois e a pasta do trabalho em que estava trabalhando! Sim, o Parallels usa aquela instalação como backup! Por isso, precisa deixar o disco ligado. Agora não precisa, pois está no disco rígido.

Só para constar: carreguei o Windows hoje e tudo está fununciando senza vapore.

Vamos começar?

Posted July 1, 2010 by anaiaria
Categories: Para começar

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Finalmente decidi entrar no mundo blogueiro. Não será bem um blog, mas meu site.

Minha intenção é mostrar meu trabalho, indicar sites e recursos interessantes e anunciar novidades. Não sou cronista, não sou escritora e não sou organizada, portanto, não esperem novidades 3 vezes ao dia. Em About você saberá quem sou.

Por enquanto é só.

Ana Iaria